CPC/04 - Assalto e vigilância
Capítulo anterior: Vigilância e Ataque
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Quinta-feira, 03 de junho de 2004
Amanhã, temos o assalto aeromóvel, a missão com o planejamento mais complexo de todos. Dezenas de medidas de coordenação e controle do espaço aéreo (C Seg, RRM, VRDA, VAB, VOP, ZVP, “Stargates”, etc). Como disse um instrutor, “o espaço aéreo é disputado a tapa” pela FAB, Aviação do Exército, Aviação Naval e artilharia anti-aérea”.
Isso sem contar o planejamento específico da nossa missão. Só de zonas de reunião temos: Luana, Maria, Rose, Priscila, Iracy, Márcia, Rita, Fabiana, Mariana, Joana, Ivete, Pérsia, Júlia, Karen, Karina, Paty, Kelly, Cindy e Michelle (copiadas da carta que está aberta aqui do lado). No final, sexta-feira à noite até acabou a imaginação para nomes brasileiros.
Sexta-feira, 04 de junho de 2004
Essa semana foi difícil.
Voamos na quarta, quinta e sexta. Mais ou menos três horas de vôo cada missão. Na quinta, quem ainda não tinha feito o vôo noturno (incluindo eu), voou à noite também. O planejamento das missões normalmente se estendia até depois das 22h00.
Ainda não comandei missão nenhuma, só fui comandante de seção na primeira missão (o reconhecimento, que já relatei aqui).
Como eu já disse aqui, os vôos de terça foram cancelados por causa das condições climáticas.
Na quarta-feira, tivemos instruções teóricas pela manhã e umas duas horas para relembrar e nos ajustarmos para a missão de vigilância, que já havia sido planejada, mas não tinha saído. Nessa missão, eu era o piloto do comandante da missão.
A missão era reconhecer qual o eixo principal que saía de São Luís do Paraitinga na direção de Ubatuba. As cartas estão desatualizadas e existem várias estradas novas nessa região. Após reconhecida essa estrada, o pelotão deveria fazer uma vigilância dessa estrada até Redenção da Serra, numa frente de uns setenta quilômetros, seguindo o rio Paraibuna. Essa vigilância tem a finalidade de localizar grandes movimentos do inimigo. Qualquer coisa além disso seria irreal, com apenas cinco aeronaves.
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Continua em Vigilância e incursão




