A mãe de todas as viagens - IX - O pai da Rio-Santos
Capítulo anterior: Caraguá
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Quinta-feira, sétimo dia.
Dissemos que íamos levantar cedinho, mas só acordamos lá pelas nove horas. Tomamos o desjejum e a Karen nos deu uma carona até a Rio-Santos. Sozinhos de novo.
Ubatuba e Picinguaba Ficamos um tempo ali pedindo carona. Não conseguimos. Resolvemos ir de ônibus mesmo. Estava entupido de gente e foi o maior sufoco ficar de pé, com as mochilas. Depois de mais de uma hora de sofrimento, chegamos à rodoviária de Ubatuba.Fomos telefonar para a Denise. O Piloto disse que havia falado com ela antes de viajar e talvez ela fosse para lá encontrar conosco. Claro que ela não veio.
Voltamos para a Rio-Santos e continuamos andando e pedindo carona.
Parati, setenta e sete quilômetros.
Depois de quase uma hora andando, encontramos o “Pai da Rio-Santos”. É uma cara, numa picape Toyota Bandeirante, que dá carona para todas as almas que se arrastam a pé naquele asfalto atroz.
Quando embarcamos, já estavam lá duas meninas. Uma de Taubaté, com uma camisa do (argh!) Palmeiras e outra de Sorocaba.
Ao chegarmos ao nosso destino – ou ao destino do motorista, já que não estávamos indo para nenhum lugar específico – já havia onze pessoas na caminhonete. Nós, o Pai, as duas meninas, um pescador velhinho, uma mulher com um bebê, uma menina com vestidinho curtinho (e carinha de Maria Imaculada, segundo o Piloto) e mais um pessoal que não tinha nenhuma característica exótica para que eu lembre deles.
Foi a maior carona que conseguimos nessa viagem, quase quarenta quilômetros. Ele saiu da BR-101 e andou uns dez minutos por uma estradinha de terra, passando por uns lugares muito bonitos e terminando na praia da Almada.
Aquelas duas garotas que estavam na picape desde o início estavam numa casa nessa praia e nos mostraram onde ficava o início da trilha que nos levaria até a Praia Brava
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A trilha era curta, mas atravessava um morro alto. Quinze minutos andando. É um mal de todas as praias Bravas ser um lugar legal.
A praia tem só três casas. Nas duas primeiras, havia moradores meio hostis. Na última, não vimos ninguém. O mar é revoltado, com ondas irregulares, vindo de todos os lados e a areia atopetada de siris.
Alguém que já acampou por lá deve ter feito algo muito grave. Mal começamos a montar o iglu, nos tocaram de lá. Fomos até o final da praia e acampamos escondidos atrás de algumas árvores, depois da curva do rio.

A curva do riacho, onde montamos a barraca
Barraca montada, fomos para o mar. Sob a água, o solo também é irregular; íamos andando e sumíamos de repente. Ficamos lá por uns quarenta minutos. Tomamos banho no rio e ficamos andando pela praia para nos secar sem molhar as toalhas.
Decidimos tirar uma soneca antes do jantar e acordamos apenas no dia seguinte. Tomamos o café (torradas com patê), desmontamos a barraca e pé na trilha.
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Continua em: Apertem os cintos, o Piloto sumiu!

Oi Marcos
Sorte a sua de conseguir acampar na Brava, pois lá é proibido. É uma praia maravilhosa! Coonta prá mim, como a gente pôes uma foto na marca que fazermos, pode me ajudar? Tenho algumas da almada… queria cvompartilhar no goolge.
Espero ue possa me ajudar. asté, dodo
Comment by dodocosta — 9 August 2006 @ 16:15