A mãe de todas as viagens - XI
Capítulo anterior: Apertem os cintos, o Piloto sumiu!
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Terminado o almoço, nos pusemos em marcha novamente. A trilha que a menina havia dito era, na verdade, um barranco enlameado que não foi muito fácil de escalar. Mas era curto e logo chegamos à estradinha de Picinguaba. Andamos por mais um quilômetro e chegamos a tal vilazinha. É um lugar simpático, muito tranqüilo, ótimo para ficar sem fazer nada. Mas queríamos chegar à Trindade naquele dia ainda.
Perguntamos sobre o caminho para Trindade. As pessoas que estavam lá disseram que tínhamos que voltar para a Rio-Santos. Eu acho que existe algum caminho ligando as duas praias, mas não tínhamos como encontrá-lo e não estávamos a fim de ficar perdidos no meio do mato. Pegamos uma carona com um casal que estava voltando para Ubatuba, que nos deixou na BR-101.
Andamos por mais uns três quilômetros e conseguimos carona num caminhão. O motorista nos levou até uma cachoeira, a um quilômetro da divisa dos Estados. A partir dali, fomos a pé. Alguns minutos depois, cruzamos a divisa e entramos no Rio de Janeiro. A placa dizia “Parati,
Continuamos andando, vendo a cara do pessoal que passava nos carros. O pai e a mãe no banco da frente discutindo, os filhos atrás, brigando entre eles. Coisa da praia em janeiro. As meninas, entediadas, passavam e nos olhavam: “Pô, eu queria estar ali, viajando sozinha, conhecendo novos lugares”… E nós olhávamos para elas: “Pô, eu queria estar ali, viajando de carro, com banho todo dia e uma caminha macia para dormir”…
Andamos mais ainda, eu já estava cansado além do dever. Falei com o Piloto para darmos uma parada. Descansamos por alguns minutos. Voltamos a andar, pedimos algumas informações e chegamos à placa “Parati,
Logo que sentamos para descansar, apareceu um louco e começou a puxar papo conosco. Logo depois, passou um caminhão e nos deu carona. O louco foi junto e não parava de falar um segundo. A única coisa que me lembro era que ele havia nascido numa ilhota perto de Parati.
Desembarcamos do caminhão no topo do Deus-me-livre e começamos a descer na direção de Trindade. Passou uma Brasília bege e a motorista nos ofereceu uma carona. Fomos o Piloto e eu e o louco seguiu a pé. Ela nos levou até a vila.
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Continua em: Entre baseados e peladinhas
