Cavernas 5 - A Gruta do Couto
Capítulo anterior: A Caverna do Morro Preto
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Essa é a caverna que dá para cruzar de um lado ao outro, que tantas confusões causou. A entrada dela é pequena, de um metro e meio mais ou menos, de onde sopra um vento gelado. Dava até a impressão que iria ser algo difícil.
Logo no início existe uma escadinha de madeira e uma pinguela de troncos e bambus, tudo muito escorregadio, molhado e coberto de lodo. Mesmo com esses auxílios logo após tivemos que molhar os pés: o rio do Couto passa dentro da caverna e logo depois dá origem à cachoeira do Betaryzinho (por onde passamos na trilha).
A pinguela termina numa parte do rio com menos de um palmo de profundidade. Mais à frente, a caverna se bifurca. O caminho da esquerda é o leito do rio; seguimos pela direita.
A travessia da caverna tem uns oitocentos metros e é muito fácil. A caverna é bem regular, com poucos espeleotemas, parece até que foi escavada e o piso é praticamente plano.
Depois de dez minutos andando, vimos a saída e cinco minutos mais tarde chegamos a ela. A saída é bem mais bonita que a entrada, com um portal de uns cinco metros de altura. Chegando a esse portal, existe uma trilha, onde estive com meus pais três anos antes:
Continuava chovendo. Andamos, anadamos, andamos e nada da trilha chegar a algum lugar. Começou uma enorme, íngreme e escorregadia descida. Minha mãe escorregou e caiu logo no início.
Depois de muito esforço, chegamos à entrada de uma caverna. O pórtico devia ter pouco mais de cinco metros de altura.
Peguei a lanterna e deixei a mochila sobre uma pedra. Entramos uns cem metros. Era um salão único, sem chance de nos perder. Meu pai entrou mais um pouco e disse que a caverna seguia da mesma maneira, sem nada de diferente, até onde a lanterna alcançava. Tivemos que fazer todo o caminho de volta (se soubessemos que aquela era a Gruta do Couto, teríamos poupado uma boa caminhada).
Minha mãe ficou esperando no final da subida e meu pai e eu seguimos pela trilha por mais um quilômetro, sem chegarmos a lugar algum. Voltamos por toda a trilha e almoçamos no carro. Pão com geléia e suco de maracujá quente.
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Continua em: As cachoeiras
