Jalapão - Cap 2: A Cachoeira da Velha
Capítulo anterior: Ponte Alta do Tocantins
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Depois de uns poucos quilômetros, começou a chuva. As estradas, que esperávamos ser de areia, eram uma lama só. A vegetação bem verde, nada parecido com a idéia que temos de um deserto. Dirigir um carro 4x4 a mais de 80 km/h numa estrada de terra, com a lama voando sobre o pára-brisa, é muito legal. Recomendo.

A reportagem que tínhamos dizia que, na bifurcação, devíamos seguir para a esquerda. Como não havia nenhuma indicação de quilometragem no texto, acreditamos que devia ser uma coisa bem nítida. Mas começamos a passar por diversas pequenas bifurcações, sem saber se uma delas era a correta.
A chuva já havia terminado e a estrada de terra estava se tornando areia.
Resolvemos escolher uma bifurcação ao acaso. Não era a certa; em menos de dois quilômetros, a estrada se fechou. Ao tentar fazer a manobra para retornar, atolei pela primeira vez. Nada de mais: uma roda caiu na valeta e começou a patinar. Levantamos o carro com o macaco, colocamos alguns galhos debaixo da roda atolada e, com quarenta minutos de trabalho, estávamos livres.

Voltamos para a estrada principal e, depois de algumas dezenas de quilômetros, chegamos à bifurcação correta. Realmente era uma coisa bastante nítida, sem chance de ser confundida com as outras…
Nosso próximo ponto de referência era a Cachoeira da Velha
. Era o local onde pretendíamos passar a noite. Passamos por uma fazenda cheia de gente e picapes (o negócio não é tão deserto assim!) e pouco depois chegamos ao rio.
Paramos para dar uma olhada. Uma trilha descia até a margem, ao lado da cachoeira. Fui até lá a pé para ver se dava para descer de carro. Dava sem problema. Descemos e, pouco depois das duas da tarde, iniciamos a montagem do nosso acampamento.

Montar barraca, almoçar, banho no rio, fotos. No final da tarde o tempo começou a fechar novamente.

Jantamos já dentro da barraca, com chuva. E choveu torrencialmente durante toda a noite. Novamente pude comprovar a qualidade da minha barraca. Dormimos sobre um colchão d’água e nem uma única gota passou para dentro.
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Continua em Perdidos

Bem legal o seu blog tbm, adorei, vou voltar mais vezes ;D bjoss
Comment by Vanessa — 28 September 2005 @ 20:53