O Livro Negro do KTR - 2: O KTR
Capítulo anterior: O Gabiru
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O Ricardo chamou outros dois amigos e nos equipamos para a mais suja das lutas: a guerrilha urbana.
Conseguimos uniformes camuflados, hand-talkies, uma espingarda de chumbinho, uma zarabatana (a Shirley – tenho-a até hoje), três ratoeiras comuns, duas ratoeiras com pontas de metal, uma armadilha de gaiola, munição e veneno suficientes para começar a 3ª Guerra Mundial. Montamos um Posto de Comando com dois computadores: um CP200S e um TK85, que foram substituídos por um TK95 durante as operações.
Esse era o KTR, uma tropa de elite ágil e a mais competente do mundo, capaz de fazer coisas com as mãos e com as armas melhor do que qualquer outra unidade.
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Numa sexta-feira, o Ricardo ficou à noite no quintal, esperando pelo Gabiru. Não era a primeira noite que ele fazia isso.
Por volta das duas e meia da madrugada de sábado, o maldito aparece, atraído pelo pedaço de bolo que servia de isca. Foge antes que o Ricardo possa atirar.
Meia hora depois, ele aparece novamente. O Ricardo aponta a arma e o rato percebe. Era tarde demais. O projétil atinge o rato, atirando-o para trás e ele foge novamente.
No dia seguinte, encontramos o rato próximo ao muro, com o furo na cabeça. O tiro havia sido certeiro.
No domingo, 03 de janeiro de 1988, foi oficialmente criado o KTR (Kill the Rats), para combater qualquer ser vivo nocivo à raça humana.
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Continua em Meu primeiro rato
