Novo enedereço do Vôo Tático
Mudei meu endereço do “Vôo Tático” para um domínio próprio. O blog antigo continuará no ar, porém não será mais atualizado.
O novo endereço é: http://vootatico.com. Passem lá e deixem suas sugestões.
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Há mais ou menos um mês, várias imagens de alta resolução foram adicionadas ao Google Earth. Com isso, alguns pontos aqui no sudeste do Brasil ficaram bem mais nítidos.
Inclui nas histórias alguns pontos novos (já editados nos respectivos posts):
Sede da Fazenda Boa Esperança, no campo de instrução da AMAN, e suas elevações mais próximas
. Este ponto é citado no Inferno no Saboião
Fazenda Pau d’Alho
. Este ponto é citado no último capítulo da Operação Holocausto.
Ele está tão abandonado, coitado, que o aniversário dele (dia 20) passou em branco.
Nesse um ano, ele teve 139 posts (pouco mais de um a cada três dias) e 11732 visitas (praticamente 1000 por mês).
No momento, estou me dedicando mais ao outro blog, mas o Lidiofin ainda não morreu. Tenho as histórias que prometi contar já rascunhadas. Falta tempo (e quando tenho tempo, a preguiça me vence) para terminar de escrevê-las.
Continuem me visitando. Vou voltar a escrever…
Acrescentei diversas fotos às histórias da Operação CONJUNTEX e do Jalapão
Corram lá para ver.
Outro dia vi no Orkut alguém falando sobre a Praia do Bonete, em Ilhabela. Quando estive lá, há onze anos, era um lugar praticamente desconhecido. Agora, dizem que já existe até uma embarcação que sai regularmente de São Sebastião e vai para o Bonete. Já tem pousada, campings, etc.
Da mesma maneira foi a praia da Almada e as outras mais ao norte de Ubatuba, já totalmente “civilizadas”, o trek de Prado a Porto Seguro ou o Jalapão. Eu tive a oportunidade de visitar todos esses lugares antes que virassem destinos “da moda” e perdessem grande parte do seu charme.
Isso me lembra um texto do Antônio Prata, que encontrei na internet há algum tempo. O título é “Bar ruim” e trata justamente desse assunto:
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Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de 150 anos. (deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de 150 anos, mas tudo bem).
No bar ruim que ando freqüentando nas últimas semanas o proletariado é o Betão, garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas acreditando resolver aí 500 anos de história. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar “amigos” do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura. “Ô Betão, traz mais uma pra gente”, eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte do Brasil.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte do Brasil, por isso vamos a bares ruins,que tem mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit-gateau e não tem frango à passarinho ou carne de sol com macaxeira que são os pratos tradicionais de nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit-gateau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda. A gente gosta do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne de sol, a gente bate uma punheta ali mesmo.
Quando um de nós, meio intelectuais, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectual, meio de esquerda freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim.
Porque a gente acha que o bar ruim é autêntico e o bar bom não é, como eu já disse. O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e nesse ponto a gente já se sente incomodado e quando chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual, nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e universitários, a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevete e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.
Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem e percebem qual é a nossa, mantém o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam em 50% o preço de tudo. Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato. Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se fodem, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão brasileira, tão raiz.
Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda, no Brasil! Ainda mais porque a cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelo Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit-gateau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda, como eu que, por questões ideológicas, preferem frango a passarinho e carne de sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca, mas é como se diz lá no nordeste e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o nordeste é muito mais autêntico que o sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é mais assim Câmara Cascudo, saca?).
“Ô Betão, vê um cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?”
Hoje, começo a contar as histórias do KTR. Foram os primeiros textos que escrevi e, como já disse, deram origem ao que hoje é o Lidiofin. Lendo hoje, vejo que o texto foi escrito em cima de vários clichês de filmes de guerra da época (Rambo, Predador, coisas assim).
Em todo caso, transcrevo-o tal e qual o manuscrito que tenho aqui ao meu lado:
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Eles moravam num velho sobrado, num beco infestado por pessoas exóticas. Mas o beco era infestado por mais uma coisa… Uma coisa horrível! Ratos. Ratos na cozinha, ratos na sala, ratos no quarto. Ratos em todos os lugares. Ratos, ratos e mais ratos.
Neste ambiente hostil, qualquer outro enlouqueceria, chamaria isso de inferno. Pois eles chamavam de lar.
Porém, eles também tinham limites. E resolveram livrar a humanidade desses seres asquerosos. Muitos já haviam tentado. Mas quando viam o inimigo, frente a frente, fugiam apavorados. Porém agora o KTR iria jogar. E pra valer.
Os destinos da humanidade estavam em suas mãos.
Vamos à história.
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Continua em: O Gabiru
Hoje, a minha esposa e eu fizemos uma limpeza num cafofo que temos no fundo de casa. Constatamos, como sempre, que mais de dois terços das coisas que tínhamos guardadas são totalmente inúteis. Coisas que estão guardadas sem ser mexidas a anos, que já passaram por cinco mudanças sem sair de dentro da mesma caixa, não precisam ser guardadas.
Mas a idéia deste post não é falar da mais completa faxina que já fiz. O interessante foi que achei alguns escritos antigos, inclusive o “Livro Negro do KTR”, que conta a história de uma matança de ratos que fizemos na caso da minha avó vinte anos atrás e que deu origem ao Lidiofin.
Além dele, encontrei “Os Caçadores do Cristo Perdido” e “O Caso das Amoras Pretas”. Esses dois, um projeto de livro e uma adaptação de um conto da Agatha Christie para teatro, foram escritos não apenas por mim, durante o segundo grau.
Nos próximos dias vou postá-los aqui.
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