e-Lidiofin

27 February 2006

Fotos, fotos e mais fotos

Acrescentei diversas fotos às histórias da Operação CONJUNTEX e do Jalapão

Corram lá para ver.

18 February 2006

Rolling Stones

Se tudo deu certo, agora eu estou aqui e o show está começando.

3 February 2006

Ainda sobre o KTR

O texto original tem mais dois pequenos capítulos, mas que são meio off-topic. Um sobre baratas e outro sobre um besouro. Talvez eu os publique aqui um dia.

Por ora, aqui termina a história do KTR.

Image hosting by Photobucket
O KTR. Pendurados na placa, o Gabiru e o rato que eu matei

Tenho algumas outras coisinhas para publicar, mas tive uns probleminhas aqui em casa e estou com a internet romântica (leia-se discada). Vou esperar reestabelecer a banda larga para ter um pouco mais de facilidade para trabalhar.

2 February 2006

O Livro Negro do KTR - 4: Os outros ratos

Capítulo anterior: Meu primeiro rato
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E assim seguiu-se até o final de março, quando totalizamos vinte e um ratos, uma média de 1,75 por semana.

Uma das mortes foi muito estranha: não foi por veneno, nem ratoeira nem a tiro. O rato estava sem a duas patas dianteiras e com a pele arrancada e dobrada para trás, deixando o esqueleto e os órgãos internos a mostra. Não havia sinal de sangue, nem das duas patas dianteiras. Até hoje não conseguimos descobrir o que o matou. Achamos o corpo dobrado num ângulo esquisito, atrás de um vaso e debaixo de uma pedra. A hipótese mais discutida é que ele tenha sido atacado pelo Predador.

O caso acima foi o décimo-quarto rato. Não menos bizarro foi o décimo-nono. O rato (não temos certeza de que era um rato) morreu dentro da parede, atrás do rodapé. Sabemos que ele está lá, pois o corpo exala o característico e fétido odor da morte.

Aí fica o enigma: o rato (ou o que estiver lá) morreu atrás do rodapé ou a casa foi construída ao seu redor?

1 February 2006

O Livro Negro do KTR - 3: Meu primeiro rato

Capítulo anterior: O KTR
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Nesse mesmo dia, antes porém da formação oficial do nosso grupo, eu já estava na casa do Ricardo. Tinha ido lá para ver o corpo do Gabiru.

Do nada, outro rato emerge das trevas. A Kelly, a cadela do Ricardo, foi a primeira a vê-lo. Consegue pegá-lo e e começa a chacoalha-lho entre os dentes. O rato guinchava desesperado. Consegue escapar da Kelly, mas…

… Sai voando e choca-se contra a parede. O Ricardo havia lhe dado um chute. Chego com a espingarda de chumbinho e dou-lhe um tiro de misericórdia a menos de um palmo de distância. O projétil penetrou o olho do rato, transformando-o numa massa informe e sanguinolenta. E o maldito ainda vivia!

Outro tiro, atrás da cabeça, pôs um fim ao seu sofrimento e espirrou sangue em todas as direções.

Dois a zero para o KTR.

Nesse mesmo dia, ainda pegamos outro rato, na ratoeira da minha avó. Três a zero.

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Continua em Os outros ratos

22 January 2006

O Livro Negro do KTR - 2: O KTR

Capítulo anterior: O Gabiru
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O Ricardo chamou outros dois amigos e nos equipamos para a mais suja das lutas: a guerrilha urbana.

Conseguimos uniformes camuflados, hand-talkies, uma espingarda de chumbinho, uma zarabatana (a Shirley – tenho-a até hoje), três ratoeiras comuns, duas ratoeiras com pontas de metal, uma armadilha de gaiola, munição e veneno suficientes para começar a 3ª Guerra Mundial. Montamos um Posto de Comando com dois computadores: um CP200S e um TK85, que foram substituídos por um TK95 durante as operações.

Esse era o KTR, uma tropa de elite ágil e a mais competente do mundo, capaz de fazer coisas com as mãos e com as armas melhor do que qualquer outra unidade.

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Numa sexta-feira, o Ricardo ficou à noite no quintal, esperando pelo Gabiru. Não era a primeira noite que ele fazia isso.

Por volta das duas e meia da madrugada de sábado, o maldito aparece, atraído pelo pedaço de bolo que servia de isca. Foge antes que o Ricardo possa atirar.

Meia hora depois, ele aparece novamente. O Ricardo aponta a arma e o rato percebe. Era tarde demais. O projétil atinge o rato, atirando-o para trás e ele foge novamente.

No dia seguinte, encontramos o rato próximo ao muro, com o furo na cabeça. O tiro havia sido certeiro.

No domingo, 03 de janeiro de 1988, foi oficialmente criado o KTR (Kill the Rats), para combater qualquer ser vivo nocivo à raça humana.

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Continua em Meu primeiro rato

21 January 2006

O Livro Negro do KTR - 1: O Gabiru

Capítulo anterior: Prólogo
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Final de 1987.

Um rato enorme aterrorizava a vizinhança há mais de um mês.

O Ricardo e eu montamos uma operação de guerra com o nome de Caça ao Gabiru. Gabiru era o nome dado pela mãe do Ricardo ao rato.

Logo descobrimos que as técnicas convencionais não adiantariam. Passamos dias pegando apenas camundongos.

Fui falar com o Ricardo e resolvemos: se o Gabiru quer a luta, ele a terá.

A guerra começara.

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Continua em O KTR

20 January 2006

O Livro Negro do KTR - Prólogo

Hoje, começo a contar as histórias do KTR. Foram os primeiros textos que escrevi e, como já disse, deram origem ao que hoje é o Lidiofin. Lendo hoje, vejo que o texto foi escrito em cima de vários clichês de filmes de guerra da época (Rambo, Predador, coisas assim).

Em todo caso, transcrevo-o tal e qual o manuscrito que tenho aqui ao meu lado:

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Eles moravam num velho sobrado, num beco infestado por pessoas exóticas. Mas o beco era infestado por mais uma coisa… Uma coisa horrível! Ratos. Ratos na cozinha, ratos na sala, ratos no quarto. Ratos em todos os lugares. Ratos, ratos e mais ratos.

Neste ambiente hostil, qualquer outro enlouqueceria, chamaria isso de inferno. Pois eles chamavam de lar.

Porém, eles também tinham limites. E resolveram livrar a humanidade desses seres asquerosos. Muitos já haviam tentado. Mas quando viam o inimigo, frente a frente, fugiam apavorados. Porém agora o KTR iria jogar. E pra valer.

Os destinos da humanidade estavam em suas mãos.

Vamos à história.

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Continua em: O Gabiru

30 September 2005

Jalapão - Cap 4: Trabalho escravo

Capítulo anterior: Perdidos
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Dois quilômetros antes de chegarmos ao carro, a Aline viu algumas pedras. Disse que poderíamos usá-las para tirar o carro do atoleiro. Claro que só tentaríamos isso no dia seguinte. Já passava das oito da noite e estava chovendo.

Chegamos ao carro, mais inclinado ainda.

Nos secamos como pudemos, fizemos uma comida rápida e nos preparamos para dormir. A barraca estava toda suja e embolada no porta-malas e o solo alagado e irregular. A opção foi dormir no carro. Os bancos do Sportage deitam até ficar no nível do banco traseiro. Não é o mesmo que dormir na barraca, mas é longe de ser ruim.

O problema era o calor. Por causa dos mosquitos e da chuva, não dava para dormir com as janelas abertas. Ligávamos o carro e o ar-condicionado por uns dez minutos. O carro ficava fresquinho por uns quarenta minutos. Logo depois, começamos a suar. Acordávamos e ligávamos o ar-condicionado novamente.

Assim foi até pouco depois das cinco horas. O sol ameaçava nascer e resolvi ir ver as tais pedras.

A água já havia baixado bastante. Deixei a Aline dormindo no carro e parti pela estrada. Vinte minutos de caminhada. As rochas eram grandes, com umas das superfícies meio regular. Provavelmente foi alguma tentativa de pavimentação de algum trecho da estrada. O problema era carregá-las; deviam pesar uns quinze ou vinte quilos cada.

Peguei a primeira e comecei a minha provação. Voltei, com a pedra nos ombros, cantando a música da Escrava Isaura. O tempo de volta foi bem maior. Depois da metade do caminho, topei com a Aline, que vinha ao meu encontro armada… com a chave do carro!

Ela disse que acordou, se viu sozinha e achou que algo pudesse ter acontecido comigo. Ainda meio dormindo, pegou o nosso mortífero chaveiro e saiu para me procurar. Só depois que percebeu o absurdo da situação. Chegamos ao local do carro e ela ficou preparando o desjejum enquanto eu buscava a segunda pedra.

Esse trabalho desumano continuou até às onze horas, quando cheguei com a quinta pedra – uma para cada roda e uma para o macaco. Com as pernas moles, a camiseta rasgada e enlameada e os ombros esfolados, comecei a cavar.


Colocando as pedras debaixo dos pneus, já com a água bem baixa

E funcionou! Ao meio-dia, conseguimos colocar o carro sobre quatro pedras. Rastejei por baixo dele, tirei os galhos e o excesso de barro. Vinte e nove horas depois, o Sportage voltou a rodar. Saímos bem devagar, mas já não havia risco, a água estava bem baixa e a estrada mais firme.

Resolvemos abandonar a nossa infuca pelo Jalapão. Outra peripécia como essa poderia estragar a nossa viagem… Nove quilômetros depois, passamos pela fazenda. Cheia de gente.

Nossa viagem continuou, com outros acontecimentos “engraçados”, mas isso fica para as próximas histórias.

F I M

29 September 2005

Jalapão - Cap 3: Perdidos

Capítulo anterior: A Cachoeira da Velha
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Os posts anteriores serviram apenas como introdução e para ambientá-los para a parte legal da história:

Acordamos pouco depois das seis e olhei para fora. Não chovia, mas o local estava todo alagado. Tomamos o café ainda dentro da barraca.

Desmontamos o acampamento, mas não dobramos a barraca. Jogamos tudo no porta-malas, bagunçado mesmo. A idéia era chegar a algum lugar mais aprazível e poder limpar as coisas decentemente.

Um problema: a trilha por onde havíamos descido tinha virado um tobogã. Subimos bem devagar, em ziguezague, com o carro patinando o tempo todo.

Chegamos novamente à estrada. Estava toda alagada. Fomos seguindo pela lateral esquerda, um pouco mais alta e com menos água. Passamos sobre um galho, sem problema algum.

Algumas dezenas de metros à frente, outro galho. A Aline até disse para desviarmos. Achei que não haveria problema, pois já havíamos passado por outro. Além disso, não queria entrar na parte mais funda da água. Resultado? O galho enganchou debaixo do carro, o pneu patinou e afundou de uma vez. Mesmo com 4x4 e reduzida, o assoalho do carro acabou tocando o solo. Atolados pela segunda vez, numa situação bem mais difícil que a anterior.

O que fazer? O de sempre: levantar o carro, cavar, colocar algo firme debaixo das rodas e sair devagar.
Aí começaram os problemas de verdade. Não conseguimos levantar o carro; o macaco afundava no solo de areia, mesmo com galhos por baixo. Tínhamos que cavar na areia, debaixo d’água. O buraco nunca ficava fundo o suficiente para enfiarmos uma madeira debaixo dos pneus. Além disso, o lado direito, na parte mais funda de estrada, começou a ceder e o carro ficou inclinado. Que beleza!

Ficamos cavando feito uns tatus até perto da hora do almoço, sem resultado algum. Aliás, com resultado sim: acho que o carro afundou ainda mais.

Almoçamos e começou a bater o desespero. Lembramos da fazenda que havíamos passado no dia anterior. Não sabíamos a distância, mas não era tão longe. Decidimos ir até lá e pedir ajuda.

Peguei a pistola, o cantil e alguma coisa para comer e partimos. Andamos, andamos, andamos. Choveu, fez sol, voltou a chover. Paramos para descansar e andamos mais. Achei que já tínhamos até passado da fazenda. Depois de quase três horas andando, chegamos. Tudo deserto, sem uma única alma! Será que foi uma alucinação? No dia anterior, tinha gente saindo pelo ladrão ali.

“Ô de casa! Tem alguém aí?”

Só quem apareceu foram os cachorros, uns cinco ou seis. Vieram correndo lá de longe, com cara de poucos amigos. Passaram a porteira e continuaram correndo na nossa direção. Saquei a arma e dei dois tiros para o alto. Serviria para espantar os cachorros e acordar quem quer que estivesse na casa. Funcionou para o primeiro motivo, mas nada de aparecer alguém.

Demos a volta pelo fundo, para evitar os caninos mal-encarados e chegamos a uma casa próxima à piscina. Batemos na porta. Ninguém. Uma das janelas estava aberta. Entrei para procurar um telefone. Claro que não tinha e, se tivesse, não saberia para quem ligar naquele fim de mundo. Descansamos um pouco.

Tomei “emprestado” uma caixinha de leite condensado e, já no início da noite, nos pusemos a voltar, tristes e desiludidos, discutindo nossas alternativas. Se não conseguíssemos tirar o carro no dia seguinte (e não conseguiríamos), iríamos montar as mochilas e voltar a pé para Ponte Alta do Tocantins. Em cinco dias de caminhada, estaríamos lá e pediríamos ajuda para salvar o carro.
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Continua em: Trabalho escravo

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